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domingo, 25 de abril de 2010

Paracasa 2º ano: semana de 26 a 30 de abril de 2010.


Europa



Mais de três quartos do globo terrestre são cobertos pelas águas de oceanos e mares. O restante, que se encontra emerso, apresenta-se como milhares de ilhas e cinco massas continentais ou, simplesmente, continentes: Eurásia, América, África, Oceania e Antártida.


Dessa maneira, levando-se em conta apenas os aspectos físicos, a Europa em si não constitui um continente, mas uma grande península do continente eurasiano. Entretanto, considerando a história - bem como as características populacionais e, principalmente, culturais -, podemos notar que, na Eurásia, a Europa e a Ásia são duas realidades distintas, o que justifica estudá-las separadamente, como continentes isolados.


A Europa encontra-se totalmente no hemisfério norte da Terra, também chamado hemisfério setentrional ou boreal. Somente um dos paralelos mais importantes cruza o continente europeu: trata-se do Círculo Polar Ártico, que passa pelo extremo norte da Islândia, norte da Escandinávia e da Rússia.


O meridiano inicial (0°) corta a cidade de Londres, onde está instalado o observatório astronômico de Greenwich; daí a denominação Meridiano de Greenwich. Devido a isso, a Europa ocupa terras dos hemisférios oriental e ocidental.


Suas terras se estendem de 34 graus e 45 minutos a 80 graus de latitude norte, e de 24 graus de longitude oeste a 65 graus de longitude leste. Consequenteliente, os países europeus são cortados por vários fusos horários e pertencem a duas zonas climáticas: temperada e polar.


Os limites do continente europeu são: ao norte, o oceano Glacial Ártico; ao sul, os mares Mediterrâneo e Negro; a oeste, o oceano Atlântico; e a leste, os montes Urais, que constituem a divisa natural entre a Rússia européia e a asiática.


TAREFA:

01. Faça o ROTEIRO DE ESTUDOS (cad.01 - pág.357).

              > Tarefa suplementar - Reforço: questões 145, 147, 150 e 155.

Atenção: faça um pequeno comentário justificando sua resposta para cada exercício.

Professor Marcelus
:)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Veja o curta: Meu Chinês.

Um dos grandes vencedores do "Anima mundi", o festival que promove um concurso internacional de animações para a Internet com critérios específicos, o Anima Mundi Web, que é uma mostra competitiva paralela à que ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo. O concurso online recebe trabalhos realizados com o programa Flash, que são exibidos no site do Anima Mundi onde os internautas podem participar da votação pela escolha da melhor animação.
O curta “Mon Chinois” (Meu Chinês) foi eleito o melhor curta-metragem pelo júri popular no Anima Mundi 2009. Criado pelo francês Cédric Villain. Veja o curta:




Gostou? Deixe aqui sua opinião sobre o tema do vídeo...

Professor Marcelus
:)

sábado, 23 de maio de 2009

Tarefa 2° ano - Semana de 21 a 28/maio/2009.


Os conflitos separatistas da Europa.

     Hoje, no contexto das soluções neoseparatistas, os territórios industrializados, em geral importadores de mão-de-obra, relacionariam-se, de forma desembaraçada, com trabalhadores anteriormente portadores de direitos sociopolíticos nacionais. Com o fim da solidariedade nacional, as regiões ricas garantiriam sua prosperidade, cercadas por bolsões de pobreza. Implementaria-se territorialmente as receitas darwinistas amplamente em uso em nível social. Quanto ao Terceiro Mundo, a gênese de microestados permitiria uma exploração intensiva através, por exemplo, da separação territorial dos recursos naturais e das populações.


     Regiões da Europa rica conhecem fortes tendências separatistas. As ligas nortistas dominam politicamente o Meridião italiano e propõem o rompimento dos laços nacionais com o Sul atrasado, monopolizando as riquezas drenadas durante mais de um século de unitarismo. Grande parte do movimento operário nortista é formado por operários sulinos. A ex-Iugoslávia é apenas uma das regiões européias onde tais forças centrífugas neste caso, apoiadas sobretudo pelo grande capital alemão - explodiram com inusitada violência.


     No Velho Continente, a construção da unidade européia dá-se segundo as necessidades do grande capital e aprofunda o desemprego, a perda de conquistas sociais, o debilitamento das organizações sindicais e políticas democráticas, operárias e de esquerda. Tal processo avança com a crescente gestão dos interesses gerais sem a participação real dos interessados (negativa de voto aos imigrados; controle dos meios de comunicação; forças armadas profissionais etc). O desmoronamento dos partidos operários reformistas e das organizações de esquerda-revolucionária alimenta os partidos direitistas e fascistas, e não a social-democracia.
(Fonte: Mário Maestri é doutor de História (UCI, Bélgica) e professor da UFRGS.)
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TAREFA:
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01. Elaborar uma apresentação sobre um dos conflitos europeus segundo os temas sorteados em sala de aula.
02. O trabalho das equipes deverá ser entregue até o dia 27 de junho de 2009 (quarta-feira).
03. O trabalho deverá ser enviado pelo e-mail do blog.
04. Após enviar o trabalho favor postar neste blog:
                                      - Título do trabalho
                                      - Participantes da equipe (nome completo)
                                      - Série
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Professor Marcelus
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Zé Carioca e o american way of life.

     Uma dos principais meios de influência da cultura   americana  ocorre  através da indústria cinematográfica. Durante o governo de Getúlio Vargas, o chamado "american way of life" vai transmitir para a sociedade brasileira uma nova forma de se vestir, de falar, de cantar, de agir enfim, um novo modo de vida.
     Podemos notar claramente o interesse americano em obter a cooperação brasileira durante a segunda guerra mundial com a criação, nessa época, do personagem Zé Carioca pelos Estúdios Disney, logo após a vinda do presidente Roosevelt, dos EUA, ao Brasil. Para selar esta nova amizade com nosso país Walt Disney, lança o filme Alô Amigos, que apresenta esse personagem ao mundo todo como amigo do Pato Donald, enfatizando a política de boa vizinhança entre os dois países.
Walt Disney se encontra com Osvaldo Aranha - 1941 (foto: CPDOC-FGV)

Veja um trecho do filme:
      Vejamos o que diz Gerson Moura: "Zé Carioca é falador, esperto e fã de Donald; sente um imenso prazer em conhecer o representante de Tio Sam e logo o convida para conhecer as belezas e os encantos do Brasil. Brasileiramente, faz-se íntimo de Donald - quando este lhe estende a mão, Zé Carioca lhe dá um grande abraço -, que aceita o oferecimento e sai para conhecer o Brasil."
(http://www.cpdoc.fgv.br/nav_historia/htm/anos37-45/ev_guerranobr_tiosam.htm - visitado em 20.nov.2008)
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Veja a questão da Unicamp/2009 no site do Sistema COC (com a resolução) clicando aqui !

Professor Marcelus
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Entenda a crise norte-americana!

     Os banco e agências financeiras americanas aumentaram a quantidade de empréstimos para clientes que não tinham bom histórico de pagamento de dívidas nos últimos anos. Esse tipo de financiamento, de alto risco, é chamado de "subprime" (traduzido como "de segunda linha"), com juros extremamente altos. Os clientes davam como garantia suas casas (hipotecas).
     Os preços dos imóveis caíram, desvalorizando as garantias dos empréstimos e o mercado imobiliário,  em meados do ano passado, entrou em crise. Com medo, os bancos passaram adificultar novos empréstimos. Isso fez com que o número de compradores de imóveis caísse, agravando ainda mais a crise no setor. Os bancos transformaram esses empréstimos hipotecários em papéis e venderam a outras instituições financeiras, que também acabaram sofrendo perdas. Alguns dos maiores bancos dos Estados Unidos anunciaram prejuízos bilionários, como o Citigroup e o Merril Lynch.


(trabalho realizado pelos alunos do 2CM1 - set/2008 -
Leonardo Reis, Diego mascarós, Nicolai Lantaler, Angela Gerolometo e Débora Manarelli )
  
     O problema pode afetar o nível de emprego e o consumo, causando uma recessão (período em que a economia de uma determinada região ou país deixa de crescer), geral na economia dos EUA, havendo uma redução das atividades comerciais e industriais, assim diminui o ritmo da produção e do trabalho.
     Na verdade, ninguém pode dizer com exatidão em que medida a situação norte-americana pode provocar estragos em outros países. Porém, a economia do mundo atual baseia-se em relações de interdependência. Grande parte das exportações brasileiras, por exemplo, vão justamente para os Estados Unidos que, com a recessão, pode reduzir suas importações.
     Como os Estados Unidos são os maiores consumidores mundioais, essa crise global pode estar marcando o começo de uma "economia de desemparelhamento" entre os EUA e o resto do planeta. As economias não "desemparelhadas" serão portanto aquelas que vão ser arrastadas na espiral negativa americana.
Professor Marcelus
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domingo, 28 de setembro de 2008

Aprenda mais sobre os Estados Unidos (aula-slides).

     O papel de superpotência mundial capitalista foi assumido pelos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial. Com a dissolução da União Soviética os Estados Unidos continuaram como principal líder econômico e político-militar não só do mundo capitalista, mas de todo o globo. No entanto,existem alguns desafios e contestações ao poderio norte-americano. A atual crise financeira por qual passa o país continua afetando, não só a economia norte-americana, como ao mundo todo.
    
Estados Unidos
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     Portanto, uma boa dica para o vestibular é dar uma atenção maior às características deste país. Aproveite a apresentação a seguir para recordar alguns tópicos importantes sobre este tema.
Professor marcelus
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Tarefa - 2° ano - semana de 25 a 30/agosto/2008.

SEGUNDA, 25 DE AGOSTO DE 2008.


O Nunavut é uma região do norte do Canadá, onde 85% da população do Nunavut, de 29,3 mil habitantes, são nativos do país, a maioria deles, Inuit. Esse povo foi expulso de suas terras durante o período de colonização do Canadá. Na língua "inuktitut", Nunavut significa "nossa terra".



Os quebequenses, um povo que também vive em minoria no resto do Canadá  consideram o Quebec sua terra natal. Os quebequenses são a maior população francófona das Américas. Os laços históricos e culturais com a França fazem com que muitos considerem o Quebec seja diferente do restante do Canadá.

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Tarefa: O Canadá possui povos que buscam uma certa autonomia dentro do próprio país. Pesquise sobre a situação atual, no que diz respeito à autonomia ou a um possível separatismo destas duas regiões do Canadá.
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Professor Marcelus

domingo, 10 de agosto de 2008

Entenda o conflito da Ossétia do Sul.

Josef Stálin em 1922, então presidente da URSS, determinou que a região da Ossétia fosse incorporada à Geórgia (uma das 15 repúblicas que formavam a URSS), como uma região autônoma, já que a região era habitada por georgianos em sua maioria.
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Toda a tensão entre Ossétia do Sul, Rússia e Geórgia ganhou força depois da Revolução Rosa, que levou Mikhail Saakashvili à Presidência da Geórgia, em janeiro de 2004. Saakashvili, aliado dos Estados Unidos, prometeu reconstruir o país e aproximá-lo do Ocidente, o que irritou a Rússia. Nos últimos anos, o presidente geórgio tem acusado a Rússia de apoiar as regiões para sabotar o seu governo. Moscou nega as alegações. Em 2006, o parlamento da Geórgia acusou a Rússia de tentar anexar as regiões, e Saakashvili chegou a levar a denúncia às Nações Unidas.
Na Geórgia, além dos conflitos com os separatistas, a violência interna tem crescido devido às condições econômicas da região, em declínio desde o colapso da União Soviética em 1991.
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Somente em 1990 que o Congresso de Deputados da região proclamou a soberania e criação da República da Ossétia do Sul. Dois anos depois, aproveitando o fim da União Soviética, a República proclamou a sua independência da Geórgia que apesar de ter feito um acordo de paz manteve suas tropas na região. A Rússia, que intermediou acordos de cessar-fogo, tem mantido negociadores de paz na região para garantir a soberania da Ossétia do Sul.
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Saiba mais sobre o conflito: clique aqui!
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(fonte: O Globo, G1 e Folha)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Conheça um pouco mais sobre a China.

TERÇA, 05 DE AGOSTO DE 2008.


A China aparece desde cedo na história das civilizações humanas a organizar-se enquanto nação (ainda que a identidade nacional chinesa seja complexa), demonstrando um pioneirismo notável em áreas como a arte e a ciência, ultrapassando largamente, na altura, o resto do mundo. Em cerca de 1000 a.C., a China consistia num conjunto complexo e intrincado de reinos de pequenas dimensões. Em 221 a.C., todos estes reinos foram anexados ao estado Qin, dando início à Dinastia Qin.


Na história da China, ao longo dos séculos, num movimento pendular, verificamos períodos de união e de desunião. No século XVIII, a China experimentou um progresso tecnológico acentuado, em relação aos outros povos da Ásia Central, ainda que tivesse perdido terreno se comparada à Europa. Os acontecimentos do século XIX, em que a China tomou uma postura defensiva em relação ao imperialismo europeu ao mesmo tempo que estendia o seu domínio sobre a Ásia Central, podem ser explicados sob este ponto de vista. Veja Guerras do Ópio, Rebelião Taiping e Levante dos Boxers.


No início do século XX, o papel desempenhado pelo Imperador da China desapareceu em 1912, com a proclamação da república por Sun Yat-sen, e posteriormente com a China a entrar num período de desagregação devido à Guerra Civil Chinesa. Atualmente há duas regiões que reclamam, formalmente, para si o nome de China: a República Popular da China e o Governo pré-revolucionário da República da China, que administra Taiwan e várias pequenas ilhas de Fujian. Ver também: Cronologia da história Chinesa, Dinastias Chinesas, História de Hong Kong, História de Macau, História de Taiwan.


Já existiram na China mais de uma centena de grupos étnicos. Em termos numéricos, a etnia dominante é a dos Han. Ao longo da história, muitas etnias foram assimiladas às suas vizinhas ou, simplesmente, desapareceram sem deixar grandes testemunhos da sua existência. Muitas etnias distintas foram diluídas no grupo dos Han, o que explica o peso numérico desta etnia na China. Não obstante, os Han falam várias línguas muito diferentes. (Ver também: Línguas chinesas). O governo da República Popular Chinesa reconhece 56 etnias.


Para além das contribuições culturais já mencionadas, outras quatro grandes invenções chinesas na área da tecnologia marcaram profundamente a história mundial:


Bússola
Impressão
Papel
Pólvora
Algumas outras importantes invenções chinesas:


Ábaco oriental
Estribo
Besta (arma)
Leme (navegação)
Sombrinha (Guarda-chuva, no brasil)
Molinete de pesca
Outras áreas científicas onde os chineses se distinguiram:


A astrologia chinesa e as suas constelações eram usadas com fins divinatórios.
Aplicaram conceitos matemáticos na arquitectura e na geografia. O π foi calculado por Zu Chongzhi até ao sétimo dígito no século V.
A alquimia é identificada com a química Taoísta, com bases diversas da química actual.
Foram levados a cabo estudos de biologia extensivos e muito pormenorizados, que, ainda hoje são procurados e consultados, como as farmacopeias, género de catálogo de plantas medicinais.
A medicina tradicional e a cirurgia foram, durante muito tempo, avançadas, havendo ainda hoje, muitos adeptos destas práticas médicas. Um exemplo conhecido é o da acupunctura. As autópsias eram consideradas sacrilégio. No entanto, houve quem violasse tal tabu, o que permitiu um mais vasto conhecimento sobre a anatomia interna humana.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Rebelde que desafiou tanques do governo chinês continua incógnito

SEGUNDA, 04 DE AGOSTO DE 2008.

Cena na Praça da Paz Celestial virou um ícone do século 20.
Impossível vir a Pequim e não falar de uma cena inesquecível, um ícone do século 20. Afinal, quem era o rebelde que desafiou uma coluna de tanques do exército chinês quase vinte anos atrás na Praça da Paz Celestial? A Praça da Paz Celestial é o coração de Pequim. Tiananmen é a maior praça do mundo. Do portão, que leva para a Cidade Proibida, Mao Tse-tung e câmeras vigiam quem passa. O gigantismo do lugar, a ausência de árvores e o clima devastador parecem cumprir um objetivo: impossível um indivíduo não se sentir pequeno na praça.
Em junho de 1989, quase 20 anos atrás, o coletivo ocupou o lugar. Milhares de estudantes pediam reformas políticas. Muitos acabaram assassinados pelo Exército. Não existe um número oficial de mortos. Fala-se em mil a sete mil vítimas. No dia seguinte ao massacre, uma coluna de tanques descia a Avenida Chang'an, que corta Pequim. A um quarteirão de Tianamen, um homem já esperava, sozinho com uma sacola em cada mão. O primeiro tanque pára. Ele faz um gesto com a mão direita, como quem diz “Dá meia volta”. O tanque tenta desviar. Não consegue. O piloto desiste e desliga o motor. O homem sobe no tanque. Quer conversar. Naquele momento, a imagem já era histórica e inesquecível. Do mesmo jeito que entrou para a história, o homem anônimo desapareceu e nunca mais foi visto. Até hoje não se sabe de onde ele veio nem pra onde foi. A falta de informações e o sumiço misterioso levantam uma onda de teorias sobre o paradeiro do jovem que desafiou os tanques do Exército chinês.
Dois professores de Pequim viveram aquele período. Um deles estava na praça durante os protestos. Os dois acreditam que o rebelde está vivo. “Dizem que, depois do incidente, as universidades interrogaram os alunos para identificar os envolvidos. Se o rebelde tivesse sido preso ou morto, o meio estudantil saberia”, diz um dos professores. Outra testemunha do massacre foi a jornalista Jan Wong, canadense de origem chinesa. Ela estava numa das varandas de um hotel, de onde foram feitas as imagens históricas. Wong também acredita que o homem não morreu nem foi preso. Da janela, a jornalista viu quando duas pessoas pegaram o rebelde pelos braços e desapareceram com ele no meio da multidão. Um ano depois dos protestos, ela apurou que o governo chinês ainda procurava o homem. “Provar que ele estava vivo seria excelente como estratégia de propaganda”, diz a jornalista Jan Wong. Jan Wong só acha curioso que ninguém se lembre do piloto do tanque. Ele tinha permissão, mas não atropelou o rebelde. “Esse eu tenho certeza de que o governo chinês sabe quem é”, diz ela. Semana passada, um jornal de Pequim quebrou um tabu e publicou, pela primeira vez, uma foto dos acontecimentos, mas a edição foi recolhida das bancas por ordem do governo. O rebelde e o piloto do tanque são dois chineses em lados opostos. Dois anônimos que se tornaram símbolos de uma época. Uma ferida aberta até hoje, como tantas outras na China.
(fonte: globo.com/fantastico)

domingo, 3 de agosto de 2008

Chuvas matam mais de 200 no sul da Ásia

DOMINGO, 03 DE AGOSTO DE 2008.

Vítimas morreram em conseqüência das enchentes causadas pelas monções. Mais de 10 milhões de pessoas estão desabrigadas ou ilhadas. Pelo menos 216 pessoas morreram em conseqüência das enchentes causadas pelas monções no sul da Ásia nos últimos dez dias, disseram autoridades nesta sexta-feira , e mais de 10 milhões estão desabrigadas ou ilhadas, muitas delas sem acesso à assistência médica.

Bote resgata pessoas que ficaram ilhadas numa vila em Daca, capital de Bangladesh
(Foto: Rafiqur Rahman/Reuters)


Com isso, cresce o risco do aparecimento de doenças trazidas pela enchente. Algumas pessoas foram vítimas de mordidas de cobras, outras sofreram ferimentos por causa do desabamento das casas, e muitas se afogaram. O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) disse que as inundações estão levando o caos à região e podem ser as piores de uma geração inteira em algumas regiões.


"A escala das enchentes e o número enorme de pessoas afetadas representa um desafio sem precedentes para a assistência humanitária", disse o Unicef. A infra-estrutura médica rural desapareceu em muitas regiões. No estado de Bihar, na Índia, várias mulheres deram à luz natimortos em áreas afetadas.


"Há muito pouco o que fazer, já que quase metade dos 315 centro de saúde dos distritos remotos estão inundados", disse Baidyanath Singh, uma autoridade da área da saúde. Os moradores de Bihar, que tem cerca de 90 milhões de habitantes, dizem estar enfrentando falta de remédios e de alimentos.



Em Bangladesh, quase metade do país está sob as águas. A inundação chegou a afetar as partes mais baixas da capital, Daca. "A situação está piorando a cada hora que passa", disse o jornalista Biplob Chakravarty, da cidade de Manikganj, ao norte da capital.



No estado de Assam, no nordeste da Índia, há quase 3 milhões de desalojados. Milhares estão acampados em estradas e margens de rio, nos poucos espaços não afetados pela inundação. Helicópteros e barcos militares tentam levar comida, água potável e remédio até eles. No leste do estado mais populoso da Índia, Uttar Pradesh, as enchentes inundaram quase 300 vilarejos. No oeste do país, vôos e trens sofreram atrasos por causa das chuvas no centro financeiro de Mumbai, onde a água chegava até o joelho das pessoas.
(fonte:g1.globo.com/Noticias/Mundo)

FÓRUM:

01. Para um país superpopuloso como a Índia quais os efeitos das "monções" na qualidade de vida deste povo?
02. E como as "monções" podem influenciar na economia dos países da Ásia meridional e de Sudeste?