SEGUNDA, 08 DE SETEMBRO DE 2008.
"O Brasil está deixando de ser um país de pobreza absoluta para ser um país de pobreza relativa, diminuindo a distância entre o topo e a base da pirâmide", afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann. Segundo ele, a diminuição da taxa de pobreza nessas seis regiões metropolitanas, que correspondem a 1/4 da população brasileira e 2/5 do Produto Interno Bruto (PIB) reflete o resultado do crescimento econômico, com maior número de empregos e renda. Na avaliação de Pochmann, os programas de transferência de renda também contribuíram para esse resultado, assim como o aumento do salário mínimo. Ele ressaltou, no entanto, que a pesquisa capta basicamente a renda oriunda dos rendimentos do trabalho e a aposentadoria. (fonte: Estadão)
Segundo dados da pesquisa, existem 10,2% da população brasileira vivendo em famílias com renda inferior à linha de indigência e 30,1%, com renda inferior à linha da pobreza. O Brasil está entre as 10 maiores economias domundo, se analisarmos o PIB per capta do Brasil notamos que apenas 36% dos países do mundo possuem um valor superior ao do Brasil, mas o seu grau de pobreza é bastante superior à média desses países. A população pobre do Brasil representa 1/3 do total, enquanto em nestes países a média é de 1/10.
Esses dados demonstram que a origem da pobreza do Brasil não está na falta de recursos mas na má distribuição dos recursos existentes. A renda média dos mais ricos do país é 28 vezes maior do que a renda média dos mais pobres. Nos EUA, por exemplo, a proporção é de 5 vezes; na Argentina, 10 vezes e na Colômbia, 15 vezes. Poucos detêm muito e muitos não detêm quase nada.
A conclusão é de que o enorme grau de desigualdade na distribuição de renda constitui-se como o principal determinante da pobreza no país. As políticas de combate à pobreza adotadas pelo Governo ainda não são eficazes. Se mantiver o ritmo atual, o Brasil só deve cumprir em 2019 o compromisso de reduzir a pobreza pela metade, e não em 2015, prazo fixado pela Cúpula do Milênio das Nações Unidas.
O Brasil não é um país pobre, mas um país extremamente injusto e desigual, com muitos pobres", é o que diz o estudo, segundo o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Segundo dados da pesquisa, existem 10,2% da população brasileira vivendo em famílias com renda inferior à linha de indigência e 30,1%, com renda inferior à linha da pobreza. O Brasil está entre as 10 maiores economias domundo, se analisarmos o PIB per capta do Brasil notamos que apenas 36% dos países do mundo possuem um valor superior ao do Brasil, mas o seu grau de pobreza é bastante superior à média desses países. A população pobre do Brasil representa 1/3 do total, enquanto em nestes países a média é de 1/10.
Esses dados demonstram que a origem da pobreza do Brasil não está na falta de recursos mas na má distribuição dos recursos existentes. A renda média dos mais ricos do país é 28 vezes maior do que a renda média dos mais pobres. Nos EUA, por exemplo, a proporção é de 5 vezes; na Argentina, 10 vezes e na Colômbia, 15 vezes. Poucos detêm muito e muitos não detêm quase nada.
A conclusão é de que o enorme grau de desigualdade na distribuição de renda constitui-se como o principal determinante da pobreza no país. As políticas de combate à pobreza adotadas pelo Governo ainda não são eficazes. Se mantiver o ritmo atual, o Brasil só deve cumprir em 2019 o compromisso de reduzir a pobreza pela metade, e não em 2015, prazo fixado pela Cúpula do Milênio das Nações Unidas.
O Brasil não é um país pobre, mas um país extremamente injusto e desigual, com muitos pobres", é o que diz o estudo, segundo o IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Professor Marcelus



